IGN now | 70% dos mobile gamers no Brasil buscam jogar apenas títulos gratuitos

Publicado por Pesquisa Game Brasil em

A maioria dos brasileiros parece não querer investir muito em jogos nas lojas de aplicativos. Cerca de 70% daqueles que afirmam usar seus smartphones para jogar games somente jogam opções gratuitas. A conclusão é da quinta edição da Pesquisa Game Brasil. De acordo com o levantamento, 9,5% dos usuários pagam por um jogo, às vezes, e apenas 2,4% costumam pagar por versões premium.

Quem apenas baixa jogos gratuitos defende que sempre existem outras opções gratuitas para esses jogos pagos, que os valores dos mesmos são caros, ou que eles correm o risco de não gostar do jogo. Já os que compram afirmam que vale a pena experimentar, que alguns jogos pagos não têm substitutos gratuitos ou ainda que os valores são “baratos”.

Mas e na hora de jogar e se deparar com banners de anúncio? “Quando perguntamos se os anúncios atrapalham, 82,9% deles afirmam que sim, sendo que, desses, 31,4% dizem que atrapalham muito. Repetindo o resultado da PGB 2017, os jogadores ainda aceitam anúncios, porém não da forma que são feitos atualmente”, ressalta a pesquisa realizada pelo Sioux Group, Blend New Research e ESPM. A pesquisa teve a participação de 2.853 pessoas entrevistadas em 26 estados e no Distrito Federal, entre os meses de fevereiro e março.

Quem é o gamer brasileiro?

A pesquisa revelou que 75,5% dos brasileiros jogam jogos eletrônicos, independente da plataforma. Pelo terceiro ano consecutivo, mulheres ainda são maioria quando o assunto é games, são 58,9%.

Dentre os jogadores, a maioria tem entre 25 a 34 anos de idade (35,2%), seguido por quem tem entre 35 a 54 anos (32,7%). “Os jogadores hoje são decisores de compras, votam, formam família, etc. A publicidade e marcas necessitam de dados e insights relevantes que ajudem na comunicação com este público.”, afirma Guilherme Camargo, CEO do Sioux Group.

Entretanto, um dado interessante é que apenas 26,4% daqueles que costumam jogar jogos eletrônicos se consideram um gamer. Essa diferença fica ainda mais visível quando observamos as jogadoras: dentre elas, que são a maioria, apenas 20,1% se consideram gamers. Quanto aos homens, 35,4% dos jogadores se dizem ser, de fato, gamers.

Seguindo a tendência de anos anteriores, o smartphone continua o mais popular (84,3%), seguido de consoles (46,0%) e computadores (44,6%).

Espírito de competição cresce

Segundo avaliação da pesquisa, o eSports vem crescendo em importância dentro da prática dos jogadores e também na indústria de jogos eletrônicos. Dentre os entrevistados que possuem o hábito de jogar games eletrônicos, um pouco mais da metade (54,1%) já ouviu falar sobre esse segmento e 47,2% afirmam jogar.

“Percebeu-se que os eSports no Brasil estão ganhando cada vez mais adeptos. Houve um crescimento bastante significativo em relação à PGB-2017. Em 2018, 20,2% dos jogadores de eSports afirmaram ter participado de algum campeonato, sendo que, destes, 29,4% afirmaram fazer parte de algum time”, afirma o estudo.

Dentre aqueles que já ouviram falar de eSports, 37% acompanham campeonatos. Para assisti-los, o principal canal é o digital. 65,8% dos espectadores acompanham os jogos por Youtube e 20,6% pelo Twitch. A TV paga ocupa um espaço significativo para o acesso às partidas: 46,2% dos entrevistados afirmam acompanhar por lá, ficando atrás apenas do YouTube.

Dos quatro jogos mais acompanhados, o “campeão de audiência” é de futebol. FIFA é o primeiro, com 60,6% de entrevistados. “O futebol está engendrado em nossa cultura e, como consequência, os jogos sobre esse esporte ganham destaque na preferência do consumidor”, segundo Mauro Berimbau, Professor e Coordenador do Gamelab na ESPM.

Assim como os esportes “tradicionais”, a audiência dos eSports também traz consigo a instauração de ídolos, personalidades e celebridades. 43,8% dos jogadores de eSports acompanham algum competidor.

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